Foto do Dia


Publicado em Locomotivas e vagões, Maquetes e dioramas | Comentários desativados

Encontros e eventos de ferromodelismo em 2018

Em ordem cronológica:


Publicado em Locomotivas e vagões, Maquetes e dioramas, Notícias | Comentários desativados

Ferromodelismo e os barulhos e vibrações em locomotivas à vapor antigas

Textos e fotos de Camila Karnstein

Quem já comprou ou mantém algumas antigas locomotivas a vapor da Mehano (AHM), Rivarossi ou Mantua, deve ter ficado incomodado com o movimento ruidoso de tais máquinas e de seu movimento pouco suave. Isso era muito comum nos primeiros modelos desses fabricantes e mesmo em modelos posteriores, ainda na década de 90. Existem meios de se resolver o problema? Bem, não existe como eliminar totalmente tais problemas anão ser remotorizando as locomotivas, porém podemos amenizar muito os seus efeitos com medidas simples.

Embora muito bem planejadas e resultado de muito técnica e estudos de mecânica e eletrônica, muitos projetos pecam por desconsiderar certas propriedades exatamente mecânicas dos componentes de uma miniatura. O primeiro grande problema é quando, muito justo, o apoio da rosca do sem-fim sobre a engrenagem na transmissão não permite uma folga para se dar leveza ao conjunto. Sem folga, com muita pressão, o motor precisará de mais amperagem para partir, então quando essa atinge um dado ponto e o motor consegue vencer a inércia causada pelo atrito, a locomotiva dispara! É necessário então darmos uma folga nesse conjunto!

As locomotivas da Mehano (AHM) e da Rivarossi vem, nas muitas das vezes com uma capa sobre a rosca do sem-fim encerrando o mesmo numa caixa de transmissão. Essa capa pressiona o sem-fim conta a engrenagem e, por vezes é necessária sua reirada e limá-la por dentro permitindo mais folga e, em alguns casos é mesmo preciso descartá-la (conforme a foto abaixo). Claro que isso deve ser avaliado e não faça nada sem verificar todas as nuances do problema.

Em geral esse alívio que damos na pressão do conjunto do sem-fim com a engrenagem de transmissão já melhora muito o desempenho da locomotiva e ela fica com partidas e paradas mais suaves. Muitas vezes essa mesma providência ajuda a impedir a passagem da vibração excessiva do motor para o sistema motriz que se propaga pela engrenagem, passa para as rodas e vai atingir os trilhos fazendo aquele barulho desagradável de triturador de carne! É o suficiente? Nem sempre!

A maior parte dos antigos motores vibram muito e essa vibração passa para o chassi, passa para a transmissão e para a carcaça. Muitas vezes quando retiramos a carcaça, podemos notar que aquele barulho incômodo é bastante reduzido, isso porque a carcaça serve de caixa acústica aumentando de sobremaneira o ruído! Uma das formas de se evitar essa vibração é colocando um calço entre o suporte do motor e o chassi da locomotiva. Esse calço de plástico, que por vezes não precisa chegar a um milímetro já propicia um isolamento na transmissão da vibração e pode ainda ajudar no alívio da pressão do sem fim sobre a engrenagem. Alguns preferem um pequena e fina placa de borracha, Em geral esses antigos motores são fixados ao chassi com uma peça em “L” no qual é aparafusado o motor.

As antigas locomotivas ainda possuem um eixo de transmissão (cardã) muito rígido (em geral metal). Alguns modelistas cortam um pequeno pedaço do mesmo e utilizam um tubete de polietileno – o mesmo daquele encontrados em cargas de canetas BIC – e fazem uma conexão, para permitir que o eixo trabalhe (foto). Essa porém é uma medida mais temerária e requer cuidados extremos. tudo isso que aqui coloquei só deve ser realizado por pessoas experientes e não por qualquer iniciante. Caso você queira implementar tais ações e seja inexperiente, procure um profissional qualificado.

Publicado em Locomotivas e vagões | Comentários desativados

Galeria de fotos do 3º Open House da APFmf

Esta galeria contém 46 fotos.

Mais galerias | Comentários desativados

Alvenaria com embalagens dos desvios 281 e 282 da Atlas

Texto e fotos: José Balan Filho

Este tutorial demonstra como utilizar as embalagens dos desvios da Atlas, referências 281 e 282, para fabricar placas de resina que imitam paredes de alvenaria. O desenho da embalagem sugere paredes com vigas de concreto aparente, e o seu interior rebaixado imita reboco e massa corrida.

O desenvolvimento desta técnica envolve a utilização de estilete, de resina e de tintas. Por isso, use material de proteção. Ao utilizar a resina e a tinta, faça-o em ambiente ventilado.

Palavras chaves: paredes de alvenaria; moldagem com resina.

Nível de dificuldade: média.

Tempo de execução:

  • Preparação das embalagens: 5 minutos;
  • Preparação da resina e enchimento dos moldes: 20 minutos;
  • Desmoldagem: de preferência depois de 24 horas;
  • Pintura: 30 minutos (com tinta acrílica).

Domínio prévio de:

  • Uso de aerógrafo, mas só no caso de optar por pintura com aerógrafo e não com rolinho ou pincel.

Lista de materiais:

  • Embalagens dos desvios da Atlas, referência 281 ou 282;
  • Resina cristal (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro);
  • Solução de parafina (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro);
  • Catalisador poliéster (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro);
  • Talco industrial (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro);
  • Corante (pigmento pasta) (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro);
  • Tinta acrílica branca e marrom (adquirida em loja de artesanato; se for usar aerógrafo, tem que ser tinta acrílica para aerógrafo);
  • Acetona (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro em volumes maiores do que se vende em farmácia. Venda permitida somente a maiores de idade.);
  • Papel-toalha.

Lista de ferramentas:

  • Becker (graduado);
  • Vareta;
  • Pincel macio, pequeno ou aerógrafo (para quem tem o domínio da ferramenta);
  • Estilete.

Recorte a embalagem do desvio cuidando para manter sem dobras e sem cortes toda a parte plástica, conforme o modelo que aparece na parte de baixo da foto . O ideal seria retirar o desvio através de um rasgo no papel na parte traseira da embalagem e depois colocá-la dentro de uma vasilha com água, para que o papel se solte inteiramente sem causar nenhum dano à parte plástica.

Usando outra embalagem igual e um estilete de ponta fina recorte os 6 retângulos, fazendo isso com muito cuidado e capricho, pois essa parte será utilizada para fazer uma máscara quando da pintura da peça (do lado de cima da foto).

Preencha as embalagens com a resina, utilizando o corante que achar mais adequado. Sugiro o branco como corante pois será uma boa cor de base para a aplicação de qualquer outro acabamento por cima).

Coloque a quantidade de resina que achar adequada para o seu projeto.

Coloque o corante e misture bem (para 100 ml de resina, meia colher de café).

Coloque a Solução de parafina (40 gotas para cada 100 ml de resina), e misture bem. A função da parafina é evitar que a placa fique “grudenta” quando estiver seca.

Coloque o talco industrial (uma colher de sopa bem cheia para cada 100 ml de resina), misture bem.

Depois dessa etapa, e antes de colocar a resina, deixe a mistura descansar durante 10 minutos para que as bolhas formadas durante a mistura dos componentes se dissolvam.

Coloque o catalisador (40 gotas por 100 ml de resina) e misture com suavidade, para não formar novas bolhas.

Faça o enchimento dos moldes e espere 24 horas para desmoldar.

Com acetona e papel-toalha limpe o Becker para posterior reutilização.

A quantidade de material descrita neste tutorial enche dois moldes.

Atenção: dependendo da temperatura ambiente e da umidade do ar, o catalisador reage de forma diferente. Quanto mais quente e mais seco, mais rápido se completa o processo químico. Portanto, deixe todo o material preparado. A superfície onde ficarão os moldes deverá ser absolutamente plana.

Desembale depois de 24 horas tomando cuidado para não quebrar a embalagem. Na foto abaixo, o aspecto da peça de resina já pronta.

Faça a pintura da estrutura das placas, na cor desejada. No meu caso, utilizando o aerógrafo, pintei de marrom Van Dick.

Para fazer a parte rebaixada da alvenaria sobreponha a moldura sobre a placa já pintada e seca, e faça o acabamento do meio na cor branca (ou da cor que preferir).

Aplique as placas nos locais destinados a elas no projeto. No meu caso usei as placas para revestir a plataforma de descarregamento de minérios.

Para simular o envelhecimento apliquei uma leve vaporização com tinta preta utilizando o aerógrafo.

Com pintura, envelhecimento e adequação ao local onde vão ser colocadas, as placas cumprem perfeitamente o seu papel.

”Terrorista do ferreomodelismo”. É assim que o Balan, um empresário que mora em Curitiba (PR), se denomina.

Sua primeira maquete encontra-se exposta no saguão da Serra Verde Express, na Estação Rodoferroviária de Curitiba. Fotos de sua segunda maquete, a Siderúrgica Valene, ambientada nos anos 40, podem ser vistas na galeria de fotos do site norte-americano Peach Creek, dedicado a modelistas interessados em maquetes de siderúrgicas.

O Balan está sempre pronto a ajudar modelistas do Brasil e do exterior, orientando nos projetos e execução de maquetes. Em suas maquetes, quando necessário, às vezes deixa de lado a fidelidade ao protótipo em favor do ”deleite visual”.

Publicado em Maquetes e dioramas | Comentários desativados